E a liberdade? Onde fica?

segunda-feira, 7 de abril de 2014

“Como, porém, a igreja está sujeita a Cristo, assim também as mulheres sejam em tudo submissas ao seu marido.” (Efésios 5.24). Começo com esse trecho da bíblia para exemplificar que a mulher por muito tempo foi submissa ao homem, por conta de questões religiosas e até culturais, como nas tribos indígenas. Porém, é fácil notar que as nossas conquistas só estão aumentando, conseguimos o direito ao voto, em 1932, a inserção da mulher no mercado de trabalho e mais recentemente, vimos uma mulher assumir a Presidência da República do Brasil.

Mas, atrelado a isto também vivíamos e ainda vivemos até o pré-conceito. Passei a me perguntar, de onde surgiu o preconceito? E na verdade, o preconceito é algo intrínseco do ser humano, nascemos com ele.  Temos uma opinião formada sobre algo que não conhecemos o “pré” “conceito”, como a própria palavra explica. Para que a mulheres tenham sua liberdade garantida,discutida e defendida, temos a Marcha Mundial das mulheres que tem por objetivo: “ lutar por nossa autonomia, nosso direito a viver livremente nossa sexualidade e por uma transformação radical da sociedade. Somos mulheres e não mercadoria!”

E por estes dias veio a tona uma pesquisa realizada pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), que foi corrigida e agora não mais 65,1%, mas sim 26% dos pesquisados concordam que as mulheres merecem ser atacadas se estiverem com roupas provocantes, como decotes, mini-shorts. E nisso, podemos nos perguntar, onde está a nossa liberdade?  
Estamos condenados à liberdade”, sentenciou Sartre, o que nos obriga a uma constante interrogação sobre o uso que fazemos dela, porque não somos livres de ser livres. Nós e os outros, eu e tu. 

A liberdade – isto é, a possibilidade, competência e coragem de escolher entre o bom e o mau, o melhor e o pior, o belo e o medonho, a verdade e o erro, a humanidade e a inumanidade, a reta razão e a falta dela, a justiça e a iniquidade, a honra e a desonra, o prazer e o sofrimento, a democracia e a tirania, a cidadania e a fuga aos deveres cívicos – atravessa a nossa existência, porquanto o problema da escolha é o grande problema da vida inteira. Pelo fato de nascermos humanos estamos determinados pela tarefa interminável de ter que escolher constantemente os meios juntamente com os fins. 

E pra finalizar, eu deixo o questionamento... Porque será que as nossas escolhas não são respeitadas pelos outros “seres racionais”? Porque será que pelo fato de nascermos humanos estamos determinados pela tarefa interminável de ter que escolher constantemente os meios juntamente com os fins? 

O BLOG VILA SUBÚRBIO's APOIA O MOVIMENTO #VAITERQUERESPEITAR, não somos propriedade de ninguém e sim, de nós mesmo! Não devemos permitir que os estupros aumentem, só entre janeiro e fevereiro deste ano, 2014, 66 mulheres foram vítimas de estupro no Ceará. Defenda, se informe, lute!


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